
"(...) tentei, vezes sem conta, lavar-me de si. nua, tinha medo dos espelhos, mas tudo na minha roupa me lembrava o seu jeito de ma tirar. gesto do qual, mais tarde, se disse arrependido, ainda espero saber porquê. tudo na minha roupa e no meu corpo me lembrava a minha imagem odiada em si. insuportável. para uma mulher, é insuportável (...) tentei lavar-me de si, outra e outra vez, sem chegar nunca a querer lavar-me por inteiro com medo de matar o que restava desse toque doce, que resistia, da doçura do primeiro resgate (...)"
se ainda se lembra do cheiro.
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